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Copa do Brasil

Com dez jogadores, Vasco vence Vitória e abre vantagem na Copa do Brasil

Cauan Barros foi expulso aos 17 minutos, mas o Vasco resistiu e marcou com Andrés Gómez no segundo tempo. Léo Jardim decidiu nos acréscimos e levou a vantagem mínima para Salvador.

Vista aérea de São Januário, palco da vitória do Vasco sobre o Vitória, em imagem de arquivo
Imagem de arquivo ou ilustrativa — não representa necessariamente o evento noticiado. Foto: Diego Baravelli / Wikimedia Commons · CC BY-SA 4.0.

Vasco 1 x 0 Vitória: triunfo improvável em São Januário

O Vasco venceu o Vitória por 1 a 0 em São Januário e abriu vantagem nas quartas de final da Copa do Brasil. O resultado ganhou peso especial porque Cauan Barros foi expulso aos 17 minutos, obrigando a equipe carioca a disputar mais de 70 minutos com um jogador a menos.

O roteiro poderia ter empurrado o Vasco apenas para a sobrevivência, mas o time conseguiu equilibrar proteção defensiva e ameaça em transição. O Vitória controlou mais a bola depois da expulsão, sem transformar imediatamente a superioridade numérica em chances suficientes para decidir.

Andrés Gómez atravessa o campo e marca o gol da vitória

Aos 13 minutos do segundo tempo, Andrés Gómez arrancou desde o campo defensivo, conduziu em velocidade e finalizou a jogada que decidiu a partida. O lance concentrou as duas necessidades do Vasco com dez: escapar da pressão sem gastar muitos passes e aproveitar o espaço deixado pelo adversário.

O gol tem forte potencial visual pela extensão da corrida e pelo contexto. Não foi apenas a conclusão de uma oportunidade isolada; foi a recompensa para uma estratégia que exigia precisão máxima sempre que o Vasco recuperava a posse.

Como o Vasco resistiu com um jogador a menos

A expulsão de Cauan Barros alterou o desenho da partida ainda no primeiro tempo. O Vasco reduziu espaços entre as linhas, protegeu a área e aceitou passar períodos mais longos sem a bola. A disciplina coletiva permitiu que a inferioridade numérica não se transformasse automaticamente em domínio territorial perigoso do Vitória.

Depois de abrir o placar, a prioridade passou a ser controlar corredores e segundas bolas. O esforço teve custo físico e fez a pressão aumentar nos minutos finais, mas a equipe manteve o adversário longe de uma sequência contínua de finalizações claras até os acréscimos.

Léo Jardim garante a vantagem nos acréscimos

O Vitória criou suas melhores oportunidades no fim, quando o desgaste e o volume de cruzamentos apertaram o Vasco dentro da própria área. Léo Jardim respondeu com duas intervenções decisivas nos acréscimos e preservou o 1 a 0.

As defesas mudam a leitura da volta. Com o empate, o Vasco teria de buscar o resultado no Barradão sem qualquer vantagem; com a vitória mínima, pode avançar com uma igualdade e obrigar o Vitória a assumir a iniciativa desde o início.

O que cada time precisa no jogo de volta

Vitória e Vasco voltam a se enfrentar em 3 de setembro, no Barradão. O Vasco se classifica com qualquer empate. O Vitória precisa ganhar por dois ou mais gols para avançar no tempo normal; se vencer por um, a vaga será decidida nos pênaltis.

Não existe critério de gol fora. A eliminatória continua aberta, mas o primeiro jogo entregou ao Vasco algo difícil de imaginar depois de 17 minutos: vantagem no placar e liberdade para escolher quando acelerar em Salvador.

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