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Tênis

Luz e Matos vencem Cincinnati e fazem história com dois Masters 1000 seguidos

A dupla brasileira derrotou Constantin Frantzen e Robin Haase por 6-4, 3-6 e 10-7 e completou a rara dobradinha Montreal–Cincinnati. É o quarto título de Luz e Matos em 2026.

Rafael Matos em ação durante Roland Garros, em imagem de arquivo
Imagem de arquivo ou ilustrativa — não representa necessariamente o evento noticiado. Foto: si.robi / Wikimedia Commons · CC BY-SA 2.0.

Luz e Matos são campeões do Masters 1000 de Cincinnati

Orlando Luz e Rafael Matos transformaram duas semanas extraordinárias em um capítulo histórico para o tênis brasileiro. Na final de duplas do Cincinnati Open, disputada no domingo, 23 de agosto, eles superaram o alemão Constantin Frantzen e o holandês Robin Haase por 6-4, 3-6 e 10-7.

O título exigiu sangue-frio até o último ponto. Depois de vencerem o primeiro set, os brasileiros viram os adversários igualarem a partida e levaram a decisão ao Match Tie-break. Luz e Matos chegaram a 9-7 e fecharam o confronto no saque, confirmando a segunda conquista consecutiva em um torneio da categoria ATP Masters 1000.

Da primeira conquista em Montreal à dobradinha histórica

A arrancada começou dez dias antes, no Masters 1000 de Montreal. Naquela final, Luz e Matos viraram diante dos cabeças de chave Marcelo Arévalo e Mate Pavić e venceram por 5-7, 6-4 e 10-6. Foi o primeiro título de ambos nesse nível e também a primeira conquista de uma dupla inteiramente brasileira em um Masters 1000.

Em Cincinnati, eles mostraram que o resultado no Canadá não foi um pico isolado. A nova taça completou o chamado Summer Sweep, a dobradinha dos Masters 1000 de Canadá e Cincinnati na mesma temporada. Segundo a ATP, apenas cinco equipes conseguiram o feito na Era Aberta, e nenhuma o alcançava desde Pierre-Hugues Herbert e Nicolas Mahut, em 2017.

Uma campanha construída nos pontos decisivos

O caminho até a final em Ohio teve três partidas decididas no Match Tie-break. Na semifinal, Luz e Matos derrotaram Hugo Nys e Édouard Roger-Vasselin por 6-4, 2-6 e 10-2, vencendo os sete últimos pontos da partida. Nas quartas, voltaram a superar Simone Bolelli e Andrea Vavassori, adversários que já haviam eliminado durante a campanha de Montreal.

A repetição de vitórias apertadas mostra uma parceria que está funcionando também sob pressão. Em duplas, um único ponto pode alterar completamente um set curto ou um super tie-break. Serviço, primeira devolução e comunicação entre os parceiros pesam ainda mais quando há pouca margem para recuperação.

Quatro títulos em 2026 e salto na corrida para o ATP Finals

A temporada de Luz e Matos já tinha começado com títulos em Buenos Aires e Santiago. Montreal elevou a parceria a outro patamar; Cincinnati confirmou a consistência. São quatro troféus no ano, dois deles na categoria mais importante do circuito regular abaixo dos Grand Slams.

Com a nova conquista, a dupla subiu para o sexto lugar no ranking ao vivo de equipes divulgado pela ATP e entrou de vez na disputa por uma vaga no Nitto ATP Finals, torneio que reúne as melhores parcerias da temporada. A classificação ainda depende dos resultados dos próximos meses, mas a sequência norte-americana mudou de forma clara o cenário.

Por que o feito é tão importante para o tênis brasileiro

O Brasil tem uma tradição relevante nas duplas, construída por campeões como Marcelo Melo e Bruno Soares. Luz e Matos acrescentam uma marca própria a essa história: são a primeira parceria totalmente brasileira a conquistar um Masters 1000 e, poucos dias depois, passaram a ser também a primeira a vencer dois torneios seguidos desse nível.

O resultado dá visibilidade a uma modalidade em que entrosamento e calendário compartilhado são decisivos. Mais do que duas taças, a sequência comprova que Luz e Matos podem competir contra as melhores duplas do mundo em semanas consecutivas, com adversários e condições diferentes.

O que vem agora para Orlando Luz e Rafael Matos

O próximo grande objetivo é sustentar a posição na corrida anual e chegar ao ATP Finals pela primeira vez. Depois de dez vitórias consecutivas entre Montreal e Cincinnati, a gestão física também ganha importância: foram duas campanhas longas, com partidas decididas no limite e pouco tempo de recuperação.

O Bola do Jogo atualizará este artigo quando a ATP publicar o ranking consolidado e o próximo compromisso oficial da dupla. O que já está confirmado não depende de projeção: Luz e Matos saem da gira norte-americana como bicampeões consecutivos de Masters 1000 e autores de um feito inédito para uma parceria brasileira.

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