Alison dos Santos bate recorde mundial dos 400 metros barreiras
O brasileiro venceu em Zurique, superou a marca de Karsten Warholm e tornou-se o primeiro atleta a baixar dos 45,90 segundos na distância.

Alison corre para a história em Zurique
Alison dos Santos estabeleceu um novo recorde mundial dos 400 metros barreiras na etapa de Zurique da Diamond League. O brasileiro completou a prova em 45,80 segundos e venceu uma corrida que ficará entre as maiores da história da disciplina.
A marca supera em 14 centésimos o recorde de 45,94 segundos que Karsten Warholm tinha fixado nos Jogos Olímpicos de Tóquio. O norueguês correu na mesma pista e terminou em segundo, com 46,69 segundos.
A primeira barreira abaixo dos 45,90 segundos
O tempo de 45,80 faz de Alison o primeiro atleta a baixar dos 45,90 segundos nos 400 metros barreiras. A corrida foi construída com grande vantagem ainda antes da última reta, e o brasileiro manteve a velocidade na aproximação à meta.
A World Athletics e a organização da Diamond League já registam a marca como recorde mundial. Como acontece com todos os máximos, permanecem os procedimentos regulamentares de ratificação e controlo antidoping.
De campeão olímpico a recordista mundial
Alison, conhecido como Piu, foi medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Tóquio e campeão mundial em 2022. A nova marca acrescenta o recorde mundial a um percurso que já o colocou entre os principais nomes do atletismo brasileiro.
O resultado também tem dimensão nacional: segundo a Confederação Brasileira de Atletismo, é o primeiro recorde mundial de pista de um atleta brasileiro desde João do Pulo, em 1975. A comparação é histórica e não diminui a especificidade de cada disciplina.
Warholm perde o recorde, mas continua na corrida
Warholm chegou a Zurique como detentor do recorde e terminou atrás de Alison. O duelo direto entre os dois campeões transformou a prova num acontecimento global, mas o resultado de uma corrida não encerra a rivalidade.
A próxima fase da temporada dirá se Alison consegue repetir tempos próximos dos 45,80 e como Warholm responderá. Por agora, o dado confirmado é inequívoco: o recorde mundial mudou de mãos no encontro dos dois protagonistas.
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