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Atletismo

Alison dos Santos bate recorde mundial dos 400 metros barreiras

O brasileiro venceu em Zurique, superou a marca de Karsten Warholm e tornou-se o primeiro atleta a baixar dos 45,90 segundos na distância.

Alison dos Santos numa prova de 400 metros barreiras, imagem de arquivo
Imagem de arquivo ou ilustrativa — não representa necessariamente o evento noticiado. Foto: Erik van Leeuwen / Wikimedia Commons · CC BY-SA 4.0.

Alison corre para a história em Zurique

Alison dos Santos estabeleceu um novo recorde mundial dos 400 metros barreiras na etapa de Zurique da Diamond League. O brasileiro completou a prova em 45,80 segundos e venceu uma corrida que ficará entre as maiores da história da disciplina.

A marca supera em 14 centésimos o recorde de 45,94 segundos que Karsten Warholm tinha fixado nos Jogos Olímpicos de Tóquio. O norueguês correu na mesma pista e terminou em segundo, com 46,69 segundos.

A primeira barreira abaixo dos 45,90 segundos

O tempo de 45,80 faz de Alison o primeiro atleta a baixar dos 45,90 segundos nos 400 metros barreiras. A corrida foi construída com grande vantagem ainda antes da última reta, e o brasileiro manteve a velocidade na aproximação à meta.

A World Athletics e a organização da Diamond League já registam a marca como recorde mundial. Como acontece com todos os máximos, permanecem os procedimentos regulamentares de ratificação e controlo antidoping.

De campeão olímpico a recordista mundial

Alison, conhecido como Piu, foi medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Tóquio e campeão mundial em 2022. A nova marca acrescenta o recorde mundial a um percurso que já o colocou entre os principais nomes do atletismo brasileiro.

O resultado também tem dimensão nacional: segundo a Confederação Brasileira de Atletismo, é o primeiro recorde mundial de pista de um atleta brasileiro desde João do Pulo, em 1975. A comparação é histórica e não diminui a especificidade de cada disciplina.

Warholm perde o recorde, mas continua na corrida

Warholm chegou a Zurique como detentor do recorde e terminou atrás de Alison. O duelo direto entre os dois campeões transformou a prova num acontecimento global, mas o resultado de uma corrida não encerra a rivalidade.

A próxima fase da temporada dirá se Alison consegue repetir tempos próximos dos 45,80 e como Warholm responderá. Por agora, o dado confirmado é inequívoco: o recorde mundial mudou de mãos no encontro dos dois protagonistas.

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